África 21 Digital, com agência

Acompanhado do advogado e de alguns militantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), “Manecas” dos Santos disse ter reafirmado perante os magistrados o que é “apenas uma opinião”.

“O meu depoimento correu muito bem, eu reafirmei aquilo que tinha a reafirmar. Acabou aí”, afirmou “Manecas” dos Santos, que enalteceu a postura dos magistrados que o ouviram.

Em entrevista ao jornal português Diário de Noticias, no passado mês de abril, “Manecas” dos Santos defendeu ser possível que venha a acontecer um novo golpe militar na Guiné-Bissau devido à situação de impasse político que se vive no país há cerca de dois anos.

O advogado Carlos Pinto Pereira explicou aos jornalistas que “Manecas” dos Santos foi ouvido na qualidade de denunciante e não de suspeito e que saiu do Ministério Público sem qualquer medida de coação.

“No nosso ponto de vista o assunto está resolvido”, sublinhou Pinto Pereira, que esclareceu ainda que o ex-militar apenas exteriorizou o seu sentimento enquanto cidadão preocupado com a situação do país.

“Ele entendeu que há um mal-estar na sociedade guineense e que poderia eventualmente conduzir aquela situação”, disse o advogado, referindo-se a um hipotético golpe de Estado.