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Parceria entre Cabo Verde e a UE abrange investimento, emprego e oceanos

O ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Luís Filipe Tavares, apresentou na cidade da Praia as linhas gerais da nova fase da parceria.


África 21 Digital com Inforpress


A nova fase da parceria especial de Cabo Verde com a União Europeia, cujo alargamento a três novas áreas foi formalizado na segunda-feira em Bruxelas, abrange sectores como investimento, crescimento e emprego, gestão dos oceanos e reformas institucionais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Luís Filipe Tavares fez esta revelação sexta-feira, em conferência de imprensa na cidade da Praia, onde procedeu ao balanço da cimeira ministerial realizada esta segunda-feira, 10, em Bruxelas.

De acordo com o governante, no que tange às reformas institucionais o país vai focar em dois aspetos relevantes e que têm a ver com o desenvolvimento local e o sector da justiça.

Luís Filipe Tavares, explicou que o desenvolvimento local vai ser trabalhado com os municípios, enquanto no sector da justiça, o incentivo vai contribuir para a reforma do sector enquanto pilar importante da política do governo.

“Foi uma reunião importante porque aconteceu catorze meses depois da nossa tomada de posse e seis meses após as várias missões feitas junto da UE e alguns Estados membros”, disse o ministro, para quem os vinte e sete países que constituem a instituição estão de acordo com o documento assinado com o governo da Estónia.

Um documento histórico

O governante, que considerou “histórico” o documento assinado em Bruxelas, é de opinião que tal acontece devido ao “clima de confiança que existe entre as partes envolvidas” pelo que diz acreditar que a partir desta nova fase se vai trabalhar para o “estreitamento de laços de amizade”.

Neste âmbito avançou a possibilidade de o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, visitar Cabo Verde ainda este ano, mais precisamente no mês de Novembro.

Filipe Tavares disse que durante esta missão a delegação cabo-verdiana efectuou uma visita à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde foi abordado a possível admissão de Cabo Verde como membro da organização, e nesse ficou decidido a possibilidade de visita de uma missão ao arquipélago no mês de Setembro.

“O propósito desta missão é discutir com as autoridades cabo-verdianas as condições para a realização do ‘Multi-dimensional Country Reviews’ que é o documento sobre as perspectivas de crescimento económico do país nos próximos anos”, indicou.

Reunião da OCDE em outubro

Entretanto, indicou que na sua qualidade de ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades foi convidado a participar em Outubro, numa reunião dos ministros da OCDE a ter lugar em Paris (França).

Cabo Verde mantém há 10 anos, uma parceria especial com a União Europeia que até agora era regulada por seis pilares que assentam nos pressupostos de Boa Governação, Segurança e Estabilidade e Integração Regional, Convergência Técnica e Normativa, Sociedade de Conhecimento e Luta contra a Pobreza e Desenvolvimento.

A União Europeia apoia Cabo Verde nas suas metas políticas e estratégias de desenvolvimento, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), cujo pacote de ajuda para 2016-2020 é de 50 milhões de euros.

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Escrito por: África 21 Digital

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