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ONU recomenda atenção ao combate à pobreza e assimetrias regionais em Cabo Verde  

A Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou ao Governo cabo-verdiano uma maior atenção ao combate à pobreza e às grandes assimetrias regionais no âmbito das medidas a serem inscritas no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018.


África 21 Digital, com agência


Foto: Ilha do Fogo/YT/Arq

A recomendação foi transmitida pela coordenadora residente da ONU em Cabo Verde, Ulrika Richardson, num encontro com o ministro cabo-verdiano das Finanças, Olavo Correia,  no âmbito das audições que o Governo está a realizar para preparar o OGE para o próximo ano, informa a Panapress.

A coordenadora onusina pediu um contínuo acompanhamento da situação, que, no seu entender, afeta em maior grau as mulheres e as crianças, “sob pena de o país não aproveitar este importante dividendo demográfico”.

Ela aconselhou, igualmente,  o Governo do  primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva a dar também especial atenção à saúde e à educação, no ensino médio e superior, de modo a que aqueles que são hoje jovens possam ser, a médio prazo, quadros bem formados e que contribuam para o desenvolvimento de Cabo Verde.

Ulrika Richardson considera que o país deve ainda dar especial atenção aos setores económicos, com foco na agricultura e nas pescas, por serem áreas de atividade que abrangem maioritariamente pessoas de baixa renda.

Neste sentido, ela sugeriu o maior empenho do Executivo na industrialização das diferentes unidades de prestação de serviços desses setores.

As preocupações da representante da ONU englobam ainda as questões do género bem como a sustentabilidade das iniciativas do setor do turismo e outros, sobretudo quanto à resiliência ambiental e social resultante das mesmas.

Tendo em conta os aspetos referidos, a representante da ONU apelou ao Governo para modernizar a Administração Pública e resolver os problemas da migração interna e externa, principalmente nas ilhas do Sal e da Boa Vista, os dois maiores centros turísticos do arquipélago.

No seu entender, esses problemas vêm tendo impacto negativo no assentamento informal e na segurança interna.

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Escrito por: África 21 Digital

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