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Artista cubano considera que a arte em Cabo Verde é “bastante desvalorizada”

Omar Camilo critica falta de investimento no meio artístico cabo-verdiano, lamentando que a televisão invista muito mais tempo em desporto e outras áreas do que na cultura.


África 21 Digital com Inforpress


Foto: Inforpress

O artista plástico e fotógrafo cubano Omar Camilo, residente há vários anos na cidade da Praia, considera que a arte em Cabo Verde é, ainda, “bastante desvalorizada e desconhecida”, principalmente a sua importância ética e social.

Em declarações à Inforpress, Omar Camilo, que teceu duras críticas à “falta de investimento para a arte”, que considerou de “maior património” que a Nação tem, lembrou que já o disse há 15 anos, mas que até hoje “não viu nada a ser feito” para a valorização da arte.

Omar Camilo criticou o facto de a televisão nacional investir “muitas horas” em desporto e em outras áreas e nem “poucos segundos” em arte, alertando que tal situação é “muito perigosa”.

Sem arte o país não chega a lugar nenhum

“Quantos segundos se investe em artes? Atenção, estou a separar a arte da cultura, tradição. A arte é universal e une toda a língua, religião, credo ou raça”, sustentou.

Na opinião do também director de cinema e poeta, mesmo sendo o desporto “importante” para a disciplina da sociedade e do indivíduo, a arte também o é, pelo facto de corresponder à filosofia, ao saber e à espiritualidade do ser humano, por isso, afirma que “sem investimento” na arte o país “não vai chegar a lugar nenhum”.

O artista cubano residente em Cabo Verde fez o encerramento de uma exposição em homenagem a malograda artista plástica, Luísa Queirós, esta sexta-feira,11, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, Cidade da Praia.

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Escrito por: África 21 Digital

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