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Três empresas moçambicanas participam em concurso europeu

Uma empresa de informação turística, outra de agro-processamento e outra de higiene feminina foram selecionadas para o Slush Global Event, que decorrerá na Finlândia.


África 21 Digital com AIM


Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A Tour (plataforma de informação turística e cultura), Bio Oasis (de agro-processamento) e Wamina (higiene e saúde feminina) foram selecionadas para o Slush Global Event, um dos maiores eventos de empreendedorismo da Europa, informou a AIM – Agência de Informação de Moçambique.

Segundo o júri do certame, as três empresas emergentes têm viabilidade financeira e estão em constante crescimento por reunirem os atributos necessários para representar Moçambique na grande final, a decorrer de 30 de Novembro a 1 de Dezembro, em Helsínquia, na Finlândia.

No mesmo evento estarão reunidos empreendedores de mercados emergentes, investidores, startups, talentos e meios de comunicação dos quatro cantos do mundo.

Segundo o “Notícias” de Maputo, os seleccionados prometeram dignificar o país no evento internacional. Isack Lipoche, mentor da Tour, disse estar pronto para mostrar o potencial da sua iniciativa além-fronteiras. Disse tratar-se de uma iniciativa com ambição de mostrar a beleza de Moçambique e contribuir para a divulgação da cultura e desenvolvimento do turismo nacional.

Alberto Nhatave, dirigente do Bio Oasis, referiu que a selecção é prova de que com o trabalho é possível chegar longe. Acrescentou que se vai preparar para estar em condições de mostrar, convencer e, se possível, trazer o grande prémio para Moçambique.

Filipa Carreira, da Wamina, disse estar feliz por ser uma das seleccionadas e que a classificação dignifica o trabalho que a sua entidade vem realizando. Para ela, a participação no concurso é uma oportunidade para mostrar e divulgar o trabalho a mais gente, melhorando assim a saúde de mulheres que beneficiam dos seus serviços.

Alfredo Cuanda, dirigente do Ideário, organizadora da disputa no país, referiu que a selecção é o culminar de trabalho árduo. Disse que os participantes beneficiaram de palestras motivacionais e outro tipo de formação de modo a estarem capazes de representar o país dignamente.

Seleção a partir de 25 projetos

“Concorreram 25 iniciativas, das quais somente seis foram seleccionadas para a fase final que teve lugar quinta-feira. Durante três minutos, os participantes disputaram, perante o corpo do júri, as três vagas disponíveis. Esperamos que as iniciativas façam com que o país consiga estar nos lugares cimeiros”, detalhou.

Entretanto, Sasha Vieira, responsável pela Incubadora do Standard Bank, mentora e financiadora da selecção, considera que a iniciativa tem a particularidade de não só promover o empreendedorismo, mas também de dar visibilidade a projectos com impacto positivo nas comunidades, em particular, e na sociedade, em geral.

Na competição que teve lugar o ano passado duas Startups representaram o país, que foi o único da lusofonia a participar no certame. O IzyShop, uma loja virtual de venda de bens de consumo, foi uma das três vencedoras do Slush 2016, na Helsínquia.

Moçambique também esteve representada no evento pela Mozambikes, que apesar de não ter alcançado uma das melhores posições, impressionou o júri que prometeu fazer de tudo para impulsionar a iniciativa

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Escrito por: África 21 Digital

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