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Morreu Zé Pedro, uma das maiores estrelas do rock em Portugal

O guitarrista dos Xutos & Pontapés faleceu quinta-feira em Lisboa, aos 61 anos. Já com um estado de saúde debilitado, deu o seu último concerto a 4 de novembro.


África 21 Digital com Portugal Digital


Foto: José Sena Goulão/Lusa

O guitarrista Zé Pedro, da banda Xutos & Pontapés, uma das mais aclamadas estrelas do rock português, morreu esta quinta-feira em Lisboa, aos 61 anos, vítima de problemas de saúde que se agravaram nos últimos meses. O velório é esta sexta-feira no antigo Museu dos Coches, em Lisboa, seguindo-se no sábado uma missa de corpo presente no Mosteiro dos Jerónimos.

Zé Pedro estava doente há vários meses, mas a situação foi sempre mantida de forma discreta pelo grupo, tendo só sido assumida publicamente em novembro, a propósito do concerto de fim de digressão dos Xutos & Pontapés, no Coliseu de Lisboa.

José Pedro Amaro dos Santos Reis nasceu em Lisboa, em 14 de setembro de 1956, numa família de sete irmãos, “com um pai militar, não autoritário, e uma mãe militante-dos-valores-familiares”, como recordou num dos capítulos da biografia “Não sou o único” (2007), escrita pela irmã, Helena Reis.

Zé Pedro era um dos nomes maiores do rock português, acompanhando há décadas os seus companheiros nos Xutos & Pontapés, nomeadamente o vocalista Tim, o baterista Kalu e o baixista João Cabeleira. Era um fã confesso de Rolling Stones, para os quais os Xutos & Pontapés chegaram a atuar como banda de suporte em várias das passagens dos Stones por Portugal.

A superação das drogas e do álcool

O guitarrista tem um histórico conhecido de experiências com drogas e álcool. Desde 2001 que decidiu abandonar o consumo de bebidas alcoólicas, depois de ter sido hospitalizado de urgência com uma hemorragia no esófago, e já depois de também ter abandonado o consumo de heroína, após a morte da sua mãe.

Em 2007, numa entrevista de vida à revista “Visão”, Zé Pedro falou desse seu passado. “Já vi, já sei o que é. Aproveitei o máximo que pude. Rebentei-me, é certo, mas tive uma segunda oportunidade que não vou desperdiçar, de certeza absoluta”, afirmou então o músico.

A morte de Zé Pedro foi registada com notas de pesar do primeiro-ministro português, António Costa, e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Na sua nota, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre Zé Pedro, lembra que “os seus primeiros passos na música coincidiram com o despertar do país para o movimento punk, tendo mais tarde fundado uma das maiores bandas de rock de Portugal, e sobretudo uma das que mais tempo sobreviveu e acompanhou várias gerações”.

O presidente português recorda que Zé Pedro “era um guerreiro da alegria, da vontade de viver, de superar dificuldades, de nunca desistir”, notando que “chegou cedo demais o descanso deste guerreiro, que certamente não será esquecido por tantos e tantos amigos que deixou”.

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Escrito por: África 21 Digital

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