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Cabo Verde analisa atualização de subsídios para doentes transferidos para Portugal

O Governo de Cabo Verde analisa hoje a atualização e regularização do subsídio dos doentes evacuados para Portugal, informou, na Cidade da Praia, o ministro da Saúde e da Segurança Social.


África 21 Digital com Inforpress


Foto: Inforpress/Arq

Arlindo do Rosário avançou que no encontro estão presentes o primeiro-ministro, o ministro das Finanças e a tutela da Saúde, para melhor resolver a situação dos evacuados, ou seja, que o tratamento seja feito no tempo necessário e nas melhores condições.

Na procura do bem-estar dos pacientes, a Embaixada de Cabo Verde em Portugal e o Ministério da Família, que tutela toda a parte do regime não contributivo, segundo o governante, vão procurar alternativas para que os evacuados tenham melhores condições de tratamento.

As declarações do ministro da Saúde vêm na sequência de informações que circulam nas redes sociais que dão conta que os doentes evacuados da Pensão Madeira, em Lisboa, vão ser despejados a partir de 15 de Dezembro e que a Embaixada os abandonou à sua sorte.

“Cabo Verde, apesar dessas condições, é o único país dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) que suporta a estadia dos doentes em Portugal. Isso não significa fugir à responsabilidade, mas, pelo contrário, mostra que há interesse, na medida do possível, em trabalhar para melhorar as condições de estadia naquele país”, salientou.

Segundo Arlindo do Rosário, a situação por que passam os doentes transferidos para Portugal deve-se a um conjunto de medidas que deveriam ser tomadas há vários anos e não foram, no que se refere ao subsídio que lhes são atribuídos.

“A actualização do subsidio para os evacuados é de 2009 e o número de evacuação, por ano, que deveria ser de 400 ultrapassa em triplo esse número, pelo que o que tem sido feito durante todo esse ano, é a redistribuição de um valor fixo para todos os doentes que estão em Portugal”, afirmou.

Os evacuados, indicou o governante, recebiam um montante correspondente a 30 dias, mas, com o reajusto feito, passaram a receber uma importância relativa a 20 dias, no intuito de que a verba existente pudesse chegar para todos.

Arlindo de Rosário lembrou que a diária que um doente paga na pensão é à volta de 12 euros (1320 escudos cabo-verdianos), adiantando que em Portugal não existe espaço onde se paga essa quantia por uma noite.

A verdade, explicou, é que ao longo dos anos a pensão foi degradando sem que houvesse qualquer intervenção, chegando agora ao cúmulo e com necessidade de obras para o seu melhoramento.

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Escrito por: África 21 Digital

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