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Passagem de ano em Luanda leva milhares à península de Mussulo

Para o efeito, dezenas de pequenas de embarcações garantem desde sexta-feira o vaivém diário entre os embarcadouros, em Luanda, e a península, além dos habituais catamarãs.


África 21 Digital com Lusa


Foto:Angop/Arq


Mais de 6.000 turistas angolanos e estrangeiros são esperados hoje nas dezenas de festas de passagem de ano, públicas e privadas, na península de Mussulo, referência do turismo em Luanda, segundo informação divulgada pelas autoridades locais.

Para o efeito, dezenas de pequenas embarcações garantem desde sexta-feira o vaivém diário entre os embarcadouros, em Luanda, e a península, além dos habituais catamarãs.

Com temperaturas a rondar os 30 graus centígrados, em Mussulo, a festa de passagem de ano é feita em habitações particulares e dezenas de clubes e estâncias turísticas que proliferam por aquela península, a 15 minutos de barco de Luanda.

Ainda assim, as expectativas deste ‘réveillon’ ficam abaixo de outros anos, quando Mussulo recebia, nesta noite, mais de 10.000 turistas, de acordo com informação da administração comunal.

Nesta altura, está em elaboração um plano diretor para requalificar aquela península, considerado urgente para travar o atual cenário de “desordem” na ocupação daquela área.

A elaboração deste projeto está a cargo, desde 2011, do Gabinete Técnico de Gestão da Requalificação e Desenvolvimento Urbano do Perímetro Costeiro da Cidade de Luanda, Futungo de Belas e Mussulo.

“Urge alterar a atual situação de desordem nos assentamentos da população na península que, em boa parte, atenta contra o frágil ecossistema ambiental e influencia a qualidade de vida de todos os usurários desta linda e importante parcela da nossa cidade de Luanda”, defendeu recentemente Rodrigo dos Santos, diretor daquele gabinete, na apresentação da proposta em consulta pública e dependente ainda do Governo.

Conhecida por ‘ilha’ do Mussulo, é na prática um banco de areia, com 99 quilómetros de costa, ligado a terra. Praticamente inacessível de carro, apenas de barco, e que conta atualmente com ‘resorts’ de luxo, restaurantes, condomínios e várias praias.

Oito resorts

A península abrange uma área de 3.355 hectares – excluindo da intervenção deste plano as ilhas existentes nas águas interiores -, sendo 84% desse território de paisagem natural e apenas 16% de solo urbanizado.

Vivem atualmente no Mussulo, segundo os dados do levantamento feito para este estudo, 15.300 pessoas em residências permanentes e 3.700 em segundas residências, contando a península com quatro escolas, um quartel de bombeiros, dois centros de saúde e 200 camas em oito ‘resorts’.

Está em cima da mesa o reassentamento de moradores de “habitações informais”, segundo foi admitido durante a apresentação das propostas de intervenção, a levar a cabo até 2032.

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Escrito por: África 21 Digital

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