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Primeiro-ministro de Cabo Verde diz que greve da polícia foi “atentado ao Estado de direito”

“Iremos tomar todas as medidas para responsabilizar aqueles que violaram e confrontaram de forma muito clara a lei da requisição civil e das manifestações”, afirmou Ulisses Correia e Silva.


África 21 Digital com Lusa


Foto:Inforpress/Arq

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, considerou, em São Vicente, a greve da Polícia Nacional um “atentado ao Estado de direito democrático”, com desrespeito pela requisição civil e manifestações ilegais.

O chefe do Governo reagia assim, pela primeira vez, à greve de três dias da Polícia Nacional (PN), que terminou às 00:00 horas de sábado.

Para o primeiro-ministro, as forças policiais existem para manter a segurança da população e do património e a boa imagem da segurança do país, considerando não serem admissíveis fenómenos desta natureza em Cabo Verde.

“Iremos tomar todas as medidas para responsabilizar aqueles que violaram e confrontaram de forma muito clara a lei da requisição civil e das manifestações”, adiantou Correia e Silva, citado pela agência cabo-verdiana de notícias Inforpress.

O primeiro-ministro assegurou que o Governo não dialoga “sob pressão, chantagem e muito menos sob violação das regras” a que se devem conformar as forças policiais num Estado de direito democrático.

Questionado sobre o futuro do relacionamento do Governo com a classe policial, Ulisses Correia e Silva lembrou que a maioria das forças policiais e dos agentes que integram a Polícia Nacional “não fizeram a greve e estiveram do lado da lei, respeitando o seu papel” e reafirmou que aqueles que “violaram, confrontaram e tentaram colocar o país numa situação de dificuldade” vão ter que responder.

O primeiro-ministro adiantou ainda que o executivo vai abordar e refletir com a sociedade cabo-verdiana a tomada de medidas para evitar que situações semelhantes se repitam, adiantando que estas poderão passar pela revisão do direito à greve nas forças policiais.

Ulisses Correia e Silva garantiu que o Governo tem estado a trabalhar para atender às reivindicações previstas no memorando de entendimento assinado com o Sindicato Nacional de Polícia (Sinapol), adiantando que têm sido feitos esforços para melhorar as condições remuneratórias e os meios e equipamentos ao serviço da corporação.

O primeiro-ministro disse também que mantém a confiança na estrutura de comando da PN e no ministro da Administração Interna, Paulo Rocha.

Metade dos polícias desrespeitaram requisição civil

Quase metade dos mais de 1.800 polícias escalados para os três dias de greve da Polícia Nacional de Cabo Verde desrespeitaram a requisição civil do Governo, tendo-se realizado, em várias ilhas, manifestações não autorizadas dos polícias em greve.

O Sinapol estima uma adesão de mais de 90% nos três dias de paralisação, enquanto a direção da Polícia Nacional assegura que se situou ligeiramente acima dos 40%.

Os polícias reivindicam, entre outros pontos, atualização salarial em 2018, redução da carga horária e atribuição de subsídios e acusam o Ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, de não cumprir o memorando assinado em março e que levou à desconvocação de uma greve nessa altura.

Durante as manifestações, foi pedida a demissão de Paulo Rocha, com quem o SINAPOL assegura não há condições para negociar.

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Escrito por: África 21 Digital

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