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Líder do PAIGC acusa Presidente da Guiné-Bissau e queixa-se de falta de apoios

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, acusou hoje o Presidente do país de ser o mandante do “sequestro à sede” do partido em Bissau.


África 21 Digital com Lusa


Domingos Simões Pereira                                                                                                                                                                                        Foto: VOA/Arq

Numa conferência de imprensa num hotel, na presença de dezenas de militantes, Domingos Simões Pereira afirmou que o Presidente guineense, José Mário Vaz, “está refém do grupo dos 15” deputados expulsos do PAIGC, pelos quais, acusou, age.

Em audiência concedida a uma entidade estrangeira, José Mário Vaz teria afastado qualquer hipótese de intervir no problema com o PAIGC, afirmou Domingos Simões Pereira, acrescentando que o Presidente guineense considerou tratar-se de um assunto judicial.

“Tratando-se de uma questão judicial ele não tem condições para intervir, mas o que ele pensa ser a chave para resolver o problema seria pedir ao presidente do PAIGC que se sentasse à mesa e negociasse com o coordenador do grupo dos 15”, sublinhou Simões Pereira.

A policia cercou a sede do PAIGC desde a última madrugada, impedindo aquele partido de iniciar o seu congresso, alegando o cumprimento de ordens judiciais, determinadas por vários tribunais.

As ordens judiciais teriam sido solicitadas por militantes que se consideram injustamente excluídos do congresso.

Para o líder do PAIGC, a policia está a agir “a mando do Presidente” que, por sua vez, recorre aos instrumentos do Estado “para satisfazer as vontades do grupo dos 15” deputados expulsos do partido, por alegada indisciplina partidária, observou.

Domingos Simões Pereira exorta o Presidente do país a mandar levantar o cerco à sede do partido, sob pena de ser considerado “um fora de lei” que, frisou, não merece e nem deve ser respeitado pelos cidadãos.

O líder do PAIGC não percebe, igualmente, a “passividade da Ecomib”, força de interposição da África Ocidental instalada na Guiné-Bissau e espera que a comunidade internacional, nomeadamente o próprio secretário-geral das Nações Unidas, ajam de forma a criar condições de segurança para que o partido possa realizar o seu congresso.

Domingos Simões Pereira lembrou que a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), que tem tentado mediar a crise guineense, atua com mandato da União Africana que, por sua vez, age em nome do Conselho de Segurança da ONU.

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Escrito por: África 21 Digital

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