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Polícia da Guiné-Bissau impede vigília por mortes de cidadãos na fronteira com Senegal

A polícia da Guiné-Bissau proibiu, nesta segunda-feira (12), uma vigília que o grupo “cidadãos inconformados” queria realizar defronte à embaixada do Senegal, para protestar contra os assassinos de cidadãos guineenses nas regiões fronteiriças entre os dois países.


África 21 Digital com agências


Sumaila Djaló, porta-voz do movimento, constituído essencialmente por jovens dos liceus e universidades guineenses, indicou que a polícia “acabou por apresentar alegações contraditórias” momentos antes do início da vigília.

“Uns disseram-nos que estavam no local para garantir a segurança da nossa acção, outros afirmaram que não podiam permitir que a vigília tivesse lugar”, disse Sumaila Djaló.

O porta-voz dos Inconformados, movimento que organizou ações de rua nos últimos dois anos, para, entre outros, exigir ao Presidente guineense, José Mário Vaz, que renuncie ao cargo, por ser, diz, o principal responsável pela crise política no país.

Os Inconformados queriam realizar esta segunda-feira, uma vigília defronte à embaixada do Senegal, em Bissau, para demonstrar o seu repúdio pelas mortes de cidadãos guineenses por elementos das autoridades senegalesas.

O último caso ocorreu na passada sexta-feira, quando uma caravana de cidadãos guineenses foi atacada, alegadamente, pela polícia fronteiriça, tendo resultado na morte de pelo menos um homem da Guiné-Bissau.

O porta-voz dos Inconformados disse ser lamentável que as autoridades guineenses estejam disponíveis para impedir manifestações, mas não tenham capacidade de resposta perante ataques aos cidadãos na fronteira.

“Para nos impedir de manifestarmos o nosso desagrado estão disponíveis, mas para a defesa dos nossos irmãos às mãos dos senegaleses isso já não podem”, sublinhou Sumaila Djaló, responsabilizando o Presidente José Mário Vaz pela situação.

Ainda hoje (segunda-feira), a Liga Guineense dos Direitos Humanos entrega uma carta aberta ao embaixador do Senegal em Bissau, expressando o desagrado pelos ataques a cidadãos da Guiné-Bissau na fronteira entre os dois países e ao mesmo tempo exigir esclarecimentos. Lusa/Angop

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Escrito por: África 21 Digital

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