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Presidente de Cabo Verde realça investigação para desenvolvimento técnico-científico no Atlântico

Num país como Cabo Verde, a investigação para o desenvolvimento técnico-científico e a valorização económica no oceano Atlântico surge como uma oportunidade, declarou na cidade da Praia o Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca.


África 21 Digital com Panapress


Jorge Carlos Fonseca                                                                                       Foto:RTC/Arq

O chefe de estado cabo-verdiano fez esta declaração quando procedia à abertura, segunda-feira (07), do terceiro Diálogo de Alto Nível do Atlantic Interactions Research (AIR), Buscas de Interações do Atlântico, e do Center (Centro Internacional de Investigação do Atlântico).

Defendeu na ocasião que essa oportunidade deve ser valorizada não só pelo Governo mas também por outros atores económicos e pela comunidade científica e académica do país, atendendo à sua importância social e ao impacto que terá na melhoria de conhecimentos oceânicos.

Sublinhou que é “muito acentuada” a relevância do AIR Center para Cabo Verde, nomeadamente no que diz respeito ao potencial do seu desenvolvimento.

No seu entender, as vantagens que se espera conseguir para o programa de desenvolvimento da economia marítima em São Vicente (ilha cabo-verdiana), resultante das investigações que se pretende realizar no âmbito das atividades previstas para o AIR Center, serão triunfos que, devidamente utilizados, poderão incrementar, de forma significativa, a atratividade do capital externo para o financiamento do referido programa.

Nesta perspetiva, Jorge Carlos Fonseca considerou que a mobilização de diversos atores nacionais, a garantia do acesso às informações produzidas pelo AIR Center, e a urgente necessidade de se adequar à legislação nacional são medidas que devem ser executadas para que as suas atividades de pesquisa sirvam para impulsionar o setor da economia marítima em São Vicente, cuja dinâmica acabará por extravasar para outros setores da economia.

Por esta razão, o Presidente da República frisou que Cabo Verde deve envolver-se “séria e profundamente” neste projeto, cujos objetivos estão em sintonia com as estratégias de desenvolvimento da economia marítima consensualizada no país.

Também deseja que o resultado da investigação oceanográfica leve a uma mudança de atitude traduzida na redução de custos e na eficiência da atribuição de recursos e em melhorias e ganhos para o país.

O encontro decorre desde segunda-feira na cidade da Praia com o objetivo de trazer o potencial do Atlântico à sociedade.

O evento que se realiza pela primeira vez no continente africano, conta com a presença de várias entidades estrangeiras.

Trata-se de uma iniciativa intergovernamental que preconiza soluções assentes no conhecimento para desafios do Atlântico e da Sociedade Global que requerem investigação interdisciplinar e inovação em complexos sistemas de observação da terra, através da cooperação internacional.

Conforme uma fonte do ministério cabo-verdiano da Educação, que organiza o encontro da Praia, a realização de um conjunto vasto de workshops, desde 2016, em diversas cidades, tem mobilizado governos, investigadores e empreendedores a nível mundial com vista ao desenvolvimento de uma agenda científica e tecnológica para uma abordagem integradora do Atlântico que responda a problemas concretos das populações que vivem nas suas margens.

“Os avanços na criação do AIR Center desde novembro de 2017, incluindo a identificação dos primeiros programas, projetos, parceiros associados e ações de implementação administrativa, constituirão o tema central do 3º Diálogo de Alto Nível Indústria-Ciência-Governo”, avança a fonte.

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