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Central sindical da Guiné-Bissau confirma greve geral de três dias

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (UNTG) confirmou, em comunicado, que vai realizar uma greve geral, entre terça e quinta-feira, para reivindicar um aumento salarial nos funcionários da função pública.


África 21 Digital com agências

Foto: Angop

A decisão de manter a greve foi anunciada após a realização, na semana passada, de um encontro de negociação com o Governo.

A central sindical pretende o cumprimento da nova grelha salarial já promulgada pelo presidente da República e que visa, segundo a UNTG, reajustar o salário dos funcionários que, passadas quase duas décadas, não beneficiaram de promoções na carreira, nem de aumentos salariais.

No comunicado distribuído à imprensa, a UNTG apela aos trabalhadores para se “manterem firmes e serenos na luta e defesa dos seus legítimos interesses laborais”.

A UNTG exorta, por seu lado, o Governo a “tomar medidas sérias e urgentes tendo em consideração o compromisso assumido” com a central sindical.

A central sindical refere também, no comunicado, que se reserva o “direito de mobilizar os trabalhadores para desencadear uma greve semanal e sucessivamente até que seja tomada uma posição a favor dos trabalhadores”.

O ordenado mínimo, pago na Função Pública, é de cerca de 30.000 francos cfa (45 euros). Um saco de 50 quilogramas de arroz, base alimentar dos guineenses, ultrapassa os 20 euros.

A UNTG realizou, entre 07 e 09 de Maio último, uma greve de três dias, para exigir o reajuste salarial e teve uma adesão de cerca de 85% em todo o país.

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Escrito por: África 21 Digital

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