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Eleições no Brasil: A Vez dos Mártires, por Antônio Achiles

Nas eleições de passado recente, houve surpresas e atropelamentos de institutos de pesquisas. Gostaria de conhecer alguma explicação científica bem sustentada para o fenômeno e, na falta delas, vejo influência dos meios e processos digitais.


Acredito que o eleitor está deixando para as vésperas da votação as escolhas, porque vai receber de modo compacto toda a embromação das campanhas e, também, os conteúdos respeitáveis. Muito poucos, é verdade. Nas últimas votações as pesquisas não detectaram esses movimentos e foram atropeladas, gerando surpresas até então inacreditáveis.

Vamos conferir como será este ano, principalmente a capacidade de permanência de episódios anormais. Vamos observar que os dois principais protagonistas da disputa estão ungidos à condição de mártires. Bolsonaro tomou uma facada e, antes dele, Lula vive seu drama de injustiçado, preso e impedido de disputar diretamente. O candidato do martírio petista é, assumidamente, Haddad. Como esses dramas chegarão ao dia 7?

É relevante tentarmos compreender a influência dos meios digitais. Em física, quando forças diferentes atuam ao mesmo tempo, calcula-se a resultante, para se saber o que vai acontecer e pode até ocorrer uma anulação entre as forças.  Nessa disputa eleitoral tem combates puxando em várias direções e o que menos vemos são combatentes legítimos. Predominam os ”influenciadores digitais”, tropas contratadas para entulhar os computadores com fraudes e safadezas, em todas as trincheiras.

Será muito saudável se essas forças se anularem. Além desses dramas anormais, creio que a novidade a permanecer depois será a formatação política da direita no Brasil, que sempre esteve diluída em vários partidos – onde continuará hospedada, mesmo tendo um endereço partidário resolvido.

De todo jeito acredito muito na possibilidade de sustos e surpresas, para as escolhas de presidente, governadores, senadores, deputados… E tomara que o Brasil tenha menos reticências em sua narrativa, mas uma política civilizada, porque os próximos anos serão complicados. Ninguém vai precisar abandonar posições, conceitos ou ideologias, mas se faltar a convivência civilizada e solidária, teremos um futuro imediato ainda mais doloroso, que a história não vai perdoar.

Antônio Achiles, jornalista

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Escrito por: África 21 Digital

Último Comentário

  • A depender de quem serão os candidatos no segundo turno, a convivência civilizada e solidária, já era.

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