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Embaixador de Portugal na África do Sul destaca combate à corrupção

O combate à corrupção na África do Sul tem sido “firme” e é favorável à vida económica, afirmou o embaixador português naquele país, salientando que existem “enormes complementaridades” entre as empresas dos dois países.


África 21 Digital com Lusa


“A mensagem clara é de não tolerância com a corrupção, não pactuar com situações dúbias, e tem havido cabeças a rolar quando se apanha qualquer coisa desse género. O Presidente [sul-africano, Cyril Ramaphosa] tem sido bastante firme nesse ponto”, declarou o embaixador de Portugal na África do Sul, Manuel Carvalho, à margem de um encontro, quarta-feira (10), com empresários em Lisboa.

Cyril Ramaphosa nomeou na terça-feira o antigo governador do Banco Central Tito Mboweni para o cargo de ministro das Finanças da África do Sul, substituindo no cargo Nhlanhla Nene, que apresentou a demissão ao chefe de Estado sul-africano, depois de se ver envolvido no escândalo de corrupção que envolve o ex-presidente Jacob Zuma e a família Gupta.

Manuel Carvalho reforçou que a “África do Sul não é perfeita, mas está a fazer um esforço verdadeiro no sentido de limpar o que pudesse estar menos bem”, lembrando que esta é “a economia mais sofisticada de África” e que o país mostrou que os seus “mecanismos constitucionais funcionaram quando houve um problema sério de corrupção”.

O representante diplomático de Lisboa em Pretória, que chegou à África do Sul no final do ano passado depois de chefiar a Embaixada de Portugal em Riade, de 2013 a 2017, destacou que a África do Sul é um parceiro importante para Portugal, elencando entre as suas prioridades o “reforço dos laços entre os dois países” nas vertentes de cooperação politica, económica e cultural, esperando ver aumentar o volume de comércio e investimento ainda “incipiente” face à presença portuguesa na região.

A comunidade portuguesa na África do Sul é a mais numerosa do continente africano, com cerca de 200 mil residentes, mais de metade do total de portugueses em África, sendo “um ativo” relevante na relação de Portugal com a África do Sul, disse o embaixador.

Apesar dos escândalos de corrupção e do cenário recessivo, Manuel Carvalho está otimista quanto à recuperação económica.

“Grande parte dessa recessão teve a ver com a seca duríssima na zona do Cabo Ocidental e que levou a uma quebra brutal do produto no setor agrícola. A quebra [do PIB] é consequência direta de uma situação de seca perfeitamente identificada”, vincou.

Depois de um inverno chuvoso, o diplomata manifestou a esperança de que “a agricultura recupere e que o efeito de recessão seja uma conjuntura muito específica por efeito climático e não mais do que isso”.

O embaixador salientou que “há enormes complementaridades entre as empresas dos dois países”, apontando as “competências” portuguesas na indústria automóvel, energias renováveis, agroindústria ou tecnologias de informação.

Além disso, a África do Sul “tem acesso ao continente africano e continua a ser o polo mais sofisticado de apoio a serviços empresariais”.

Manuel Carvalho esteve hoje num seminário de apresentação organizado pela AICEP Portugal Global, para proporcionar às empresas nacionais a oportunidade de se reunirem com o diplomata e apresentarem os seus projetos de negócio para a África do Sul.

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