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Sociólogo José Carlos Venâncio lança exposição de fotografia no Porto

O sociólogo e professor universitário José Carlos Venâncio expõe no Inatel Porto, de 8 a 30 de novembro, um conjunto de fotografias sobre a vila de Almeida, no distrito da Guarda.


África 21 Digital



O sociólogo português José Carlos Venâncio, que leciona na Universidade da Beira Interior (UBI), inaugura na próxima quinta-feira, 8 de novembro, no Inatel Porto, a exposição de fotografia “Silêncios”, que ficará patente até ao dia 30 de novembro, para visitas de segunda a sexta-feira das 9h às 18h.

Segundo o autor, as fotografias em exposição referem-se principalmente a paisagens e pormenores arquitetónicos da vila de Almeida, no distrito da Guarda. “No conjunto das vilas e praças portuguesas de fronteira, Almeida é, seguramente, das mais ricas em termos históricos. Foi várias vezes ocupada pelos muçulmanos e outras tantas reconquistada pelos cristãos”, sublinha o professor catedrático da UBI.

José Carlos Venâncio nota que “a vila e o concelho de Almeida encontram-se em acelerado processo de despovoamento por razões que se prendem com a dinâmica da economia mundial e dos respetivos modelos de desenvolvimento, mas também por incúria ou incapacidade dos poderes constituídos, que permanecem demasiadas vezes em silêncio”.

“O outro sentido de silêncio a justificar a utilização do plural no título da exposição é de natureza individual, subjetiva, pois decorre da experiência de cada um. Passear pelas ruas de Almeida ou das aldeias do seu concelho num sábado à tarde outro sentimento não suscita que este: o do silêncio. Existe a pedra com história, o esforço de modernização, mas faltam as pessoas. E mais do que o sentimento de solidão, é o de silêncio que impera”, aponta o professor universitário.

A fotografia de José Carlos Venâncio é inspirada num dos seus fotógrafos de eleição, Paul Strand (1890-1976). O professor optou maioritariamente pelos registos a preto e branco. “Se o preto e branco sugere tristeza e nostalgia, a cor, presente em duas fotografias, simboliza a esperança que sempre subsiste nas nossas vidas”, explica.

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Escrito por: África 21 Digital

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