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Portugal e Guiné Equatorial assinam acordo para ensino do português na Universidade Nacional

A Universidade Nacional da Guiné Equatorial (UNGE) e o Instituto Camões, de Portugal,  assinaram um acordo, em Malabo, para o ensino de português a nível universitário naquele país africano membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


África 21 Digital com Lusa


Malabo, capital do país                                                                                                                                                                         Foto: RFI

“O acordo é a concretização de uma das vontades do Governo Português, que através do Instituto Camões disponibiliza um vetor, um professor, para estar a trabalhar na UNGE conjuntamente para promover o ensino da língua através da universidade”, disse o embaixador da Guiné Equatorial em Portugal, Tito Mba Ada.

Segundo o diplomata, numa primeira fase, será enviado uma docente para a Guiné Equatorial, onde trabalhará para “impulsionar a formação de professores”.

A professora ficará encarregue de assegurar o desenvolvimento de dois currículos de formação na área de “Estudos Portugueses”.

Para Tito Mba Ada, é difícil prever o número de professores que integrarão este projeto.

“Eu não tenho condição de dizer o número. O número será resultado do diagnóstico no terreno”, acrescentou.

O embaixador justificou a escolha do Instituto Camões para parceiro neste acordo. “A planificação do currículo é um aspeto positivo que o Camões sabe fazer e vai trabalhar agora com a universidade”, referiu o Tito Mba Ada.

Ainda assim, o representante africano lembrou que o acordo é “concretamente” com o Camões e relativo ao ensino superior, assinalando que a Guiné Equatorial está a desenvolver outras parcerias.

“Temos também um acordo com a Universidade do Minho, que vai ser iniciado em pouco tempo, no âmbito de, além da formação universitária, apoiar no ensino da língua. Temos acordos também com a Universidade do Porto, formamos parte, agora, das universidades de educação à distância da CPLP, que vai ser também um instrumento poderoso para aumentar a língua”, referiu Tito Mba Ada.

Além disso, referiu o representante, o país tem outras iniciativas planificadas, não só a nível universitário, mas também “no âmbito social, administração pública, e também escolas, além das iniciativas privadas”

O gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros português confirmou a assinatura de “um importante protocolo que marca o início da cooperação em matéria de promoção da língua portuguesa” na Guiné Equatorial.

Este país africano faz parte, desde 2014, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tendo-se comprometido a disseminar o uso do português e a abolir a pena de morte – o que ainda não aconteceu, estando em vigor uma moratória.

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