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Ministro angolano diz que Luanda e Brasília têm “relações excecionais”

O ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Domingos Augusto, considerou hoje, em Brasília, onde se deslocou para a posse,  terça-feira (01), do presidente Jair Bolsonaro, que o seu país vai continuar a ser um parceiro estratégico do Brasil e destacou as “relações excecionais” bilaterais. O ministro angolano procurou minimizar as dificuldades surgidas nos últimos anos no relacionamento bilateral.


África 21 Digital com Lusa


                        Foto: Rosário dos Santos/Angop/Arq

“Vamos continuar a trabalhar para melhorar as relações entre o Brasil e a Angola, que já são excecionais. Temos um grande potencial económico que pode ser mais explorado, e também conversamos sobre a luta contra a corrupção, que é uma prioridade de Bolsonaro e também do meu governo”, disse aos jornalistas Manuel Augusto no final de uma reunião com o novo ministro das Relações Exteriores brasileiro.

Nos últimos anos, as relações entre Angola e o Brasil têm vindo a sofrer diversos desgastes, sobretudo na área econômica e financeira, que se agravaram durante a crise que levou ao afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff e em consequência dos escândalos de corrupção que atingiram, entre outros, o grupo Odebrecht, que durante décadas, sob a presidência do ex-chefe de Estado angolano José Eduardo dos Santos, teve posição dominante no setor de infraestruturas em Angola. Financiamentos do Brasil a Angola, feitos pelo estatal Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Financeiro (BNDES), estão sob investigação das autoridades brasileiras.

No final do encontro com o novo ministro das Relações Exteriores brasileiro, Manuel Augusto enfatizou que a parceria estratégica entre os dois países é para manter, desvalorizando o foco de Jair Bolsonaro nas relações diplomáticas com países mais relevantes.

“Pelo contrário, o chanceler Araújo reforçou o seu desejo de continuar negociando não apenas com Angola, mas com toda a África. Existe um discurso de campanha, mas o Brasil é um país muito importante para o mundo”, disse o ministro das Relações Exteriores de Angola.

Na opinião do chefe da diplomacia angolana, a prova das boas relações entre os dois países teria sido dada pelo facto de ter sido recebido antes do secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo.

Na realidade, Pompeo, na sua deslocação a Brasília, manteve na manhã desta quarta-feira (02) conversações com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo

Questionado pelos jornalistas sobre o discurso duro de Bolsonaro relativamente a refugiados e imigrantes durante a campanha eleitoral, Manuel Augusto disse que também nessa área há uma cooperação permanente com o Brasil e deu o exemplo de Angola nesta área: “De cada quatro angolanos que vêm para o Brasil, três deles não são verdadeiramente angolanos; temos uma fronteira muito porosa e por isso somos vítimas também da imigração ilegal; hoje temos mais de dois milhões de pessoas ilegais no nosso país e as nossas autoridades têm trabalhado para conter essa questão”, afirmou.

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Escrito por: África 21 Digital

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