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Gás do norte de Moçambique vai abastecer Japão e Reino Unido

O consórcio liderado pela petrolífera norte-americana Anadarko, que vai explorar gás natural no norte de Moçambique, anunciou  que vai vender 2,6 milhões de toneladas por ano (MTPA) às empresas Tokyo Gas (Japão) e Cêntrica (Reino Unido).


África 21 Digital com Lusa


Foto: Portal Angola/Arq

O contrato conjunto prevê o fornecimento, a partir da data do inicio da exploração até ao início da década de 2040, referiu a Anadarko em comunicado divulgado terça-feira (5).

O anúncio foi feito no mesmo dia em que a petrolífera assinou o acordo de venda de gás natural à petrolífera Shell.

O contrato de compra conjunto com a Tokyo Gas e a Centrica garantirá garantir um fornecimento fiável de gás natural limpo para ajudar a satisfazer a procura de energia no Japão e na Europa”, disse Mitch Ingram, vice-presidente executivo da Anadarko para o pelouro Internacional, de Águas Profundas e Pesquisa.

A petrolífera pretende corresponder ao “desejo do Governo japonês para o fornecimento de Gás Natural Liquefeito (GNL) a longo prazo, flexível e a preços competitivos, de modo a gerir proativamente as flutuações da procura nos seus mercados domésticos e a aumentar a sua segurança energética nacional”.

Segundo a empresa, a expectativa do aumento da procura de GNL nos meados da próxima década, a forte reputação global da Shell em GNL, combinada com os recursos significativos e a localização geográfica favorável do gás em Moçambique, criam uma oportunidade única para disponibilizar aos clientes, a longo prazo, um fornecimento fiável de energia limpa”.

A Anadarko prevê assinar mais contratos em breve e reafirma o objectivo de anunciar até final do primeiro semestre deste ano a decisão final de investimento no norte de Moçambique.

O projecto Mozambique LNG, operado pela Anadarko, será o primeiro empreendimento de GNL a desenvolver-se em terra, na Península de Afungi, província moçambicana  de Cabo Delgado.

A fábrica, cujas infraestruturas de apoio estão em construção, será composta inicialmente por dois módulos capazes de produzir 12,88 milhões de toneladas por ano (MTPA) de GNL, destinado à exportação.

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Escrito por: África 21 Digital

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