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Ébola matou mais de 500 pessoas em seis meses na República Democrática do Congo

“No total temos registadas 502 mortes e 271 pessoas curadas”, refere o Ministério da Saúde num boletim divulgado sexta-feira.


África 21 Digital com Lusa


O vírus Ébola já matou mais de 500 pessoas nos últimos seis meses na República Democrática do Congo (RDCongo), anunciou o Ministério da Saúde do país africano.

“No total temos registadas 502 mortes e 271 pessoas curadas”, refere o Ministério da Saúde num boletim divulgado sexta-feira, acrescentando que existem 441 mortes de casos confirmados de mortes por infeção do vírus Ébola e 61 de casos prováveis.

O documento salienta que as 500 mortes foram hoje ultrapassadas com mais três casos confirmados e sete prováveis.

“Desde o início da vacinação, em 08 de agosto de 2018, 76.425 pessoas foram vacinadas”, diz o boletim do Ministério.

A vacinação em massa ajudou a evitar milhares de mortes, afirmou o ministro da saúde, Oly Ilunga, em dezembro.

Esta é a segunda epidemia de Ébola mais virulenta da história, depois de matar mais de 11 mil pessoas na África Ocidental (Guiné, Libéria, Serra Leoa) em 2014.

A epidemia atual apresenta uma complexidade singular, pois atinge uma região afetada pela violência das milícias armadas contra civis, numa situação que dificulta a resposta das organizações de saúde.

De acordo com os dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgados hoje, até 05 de fevereiro foram registados 789 casos de infeção com o vírus Ébola (735 confirmados e 54 prováveis), tendo sido registadas 488 mortes, mais 23 do que na última atualização feita pela organização.

O índice de mortalidade global atingiu os 62%.

As regiões de Katwa e Butembo continuam o epicentro do surto, concentrando 71% dos casos registados nas últimas três semanas.

De acordo com a OMS, a análise epidemiológica continua a apontar para a transmissão devido a práticas inadequadas de prevenção e controle da infeção, atrasos persistentes na deteção e isolamento de novos casos, mortes frequentes na comunidade e subsequente contacto com o falecido e contágio nas redes familiares e comunitárias, como principais impulsionadores da transmissão contínua da doença.

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