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Ator suíço Bruno Ganz morre aos 77 anos em Zurique

O ator suíço Bruno Ganz, que ficou célebre por ter desempenhado o papel de Hitler no filme “A Queda”, morreu sábado (16), em Zurique, aos 77 anos vítima de cancro, anunciou a sua agente.


África 21 Digital com Lusa


Ator suíço Bruno Ganz morre aos 77 anos

Foto: MARTIAL TREZZINI/Lusa
Bruno Ganz é o protagonista de “A Cidade Branca”, o filme de Alan Tanner rodado em Lisboa, no início da década de 1980, no qual contracenou com a atriz portuguesa Teresa Madruga.

Os seus trabalhos mais recentes incluem a encarnação de Hitler em “A Queda”, de Oliver Hirschbiegel, e papéis em “Comboio Nocturno Para Lisboa”, de Bille August, “Remember”, de Atom Egoyan, “Amnésia”, de Barbet Schroeder, e “The Witness”, de Mitko Panov.

O seu derradeiro trabalho no cinema é “Radgund”, o filme de Terrence Malick que se encontra em pós-produção.

O ator regressou a Portugal por diversas vezes, para o Festival de Almada, para atuar na Culturgest, onde falou de Goethe, em 2002.

Em 2015 foi um dos convidados de honra do Lisbon & Estoril Film Festival (LEFFEST), para acompanhar a retrospetiva dedicada ao cineasta alemão Wim Wenders.

Nos encontros com o público, destacou então o seu desempenho no filme “As Asas do Desejo”, onde, na Berlim anterior à queda do muro, foi um anjo que, por paixão, decidiu transformar-se em homem.

Trabalhou por diversas vezes com o produtor português Paulo Branco.

Bruno Ganz nasceu em Zurique em 1941. É detentor do Iffland-Ring, o prémio atribuído há mais de 200 anos ao mais importante ator de teatro de língua alemã.

Foi membro do Teatro Goethe em Bremen, onde interpretou obras de Shakespeare, Ibsen e Brecht, tendo trabalhado com encenadores como Luc Bondy e Peter Stein, com quem fundou a companhia teatral Berliner Schaubühne, no início da carreira, na capital alemã, marco da dramaturgia contemporânea.

A biografia publicada pelo LEFFEST destaca a sua interpretação em “A Marquesa d’O”, de Eric Rohmer (1976), “primeiro passo de um trajeto cinematográfico ímpar, sendo solicitado por realizadores como Wim Wenders (com quem fez “O Amigo Americano”, “As Asas do Desejo” e “Tão Longe, Tão Perto”), Werner Herzog (“Nosferatu”, “O Fantasma da Noite”), Theo Angelopoulos (“A Eternidade e Um Dia”), Francis Ford Coppola (“Uma Segunda Juventude”) ou Jonathan Demme (“O Candidato da Verdade”).

Em agosto, o ator que gostava de contar histórias, e que gravou a poesia de TS Eliot e Holderlin, esteve em palco pela última vez, para ser o narrador da ópera “A Flauta Mágica”, de Mozart, no Festival de Salzburgo, na Áustria.

Dos vários prémios com que foi galardoado destacam-se o Leopardo de Ouro do festival internacional de Locarno, pelo conjunto da sua carreira, também distinguida pela Academia Europeia de Cinema.

Em 2015, o LEFFEST, em Lisboa, premiou todo o seu percurso.

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Escrito por: África 21 Digital

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