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O futuro escreve-se em África, com Angola em destaque


A afirmação das empresas angolanas no exterior será um excelente cartão de visita de um país que é hoje uma das maiores potências da África subsariana.


Previsão de crescimento. Saída da recessão. Expectativas positivas. Estes são alguns dos títulos e conteúdos de notícias que, durante o mês de janeiro, foram publicadas sobre a evolução da economia de África, em geral, e de Angola em particular. O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), por exemplo, prevê que a economia angolana cresça 1,2% este ano e 3,2 % em 2020. Um relatório da Economist Intelligence Unit revela que o crescimento económico de Angola poderá atingir uma taxa média de 2,6% ao ano no período de 2019/2023.

Um relatório das Nações Unidas chama a atenção para o facto de a economia angolana, a segunda maior do sul de África, estar a melhorar e prevê um crescimento de 2,4% este ano e 3% em 2020. Para a África subsariana, o World Economic Outlook, do Fundo Monetário Internacional, prevê um crescimento para 3,5% em 2019 e 3,6% em 2020. É certo que factores externos, como o abrandamento dos preços do petróleo e a tensão económica entre os Estados Unidos e a China, podem condicionar o desempenho das economias angolanas, mas estes indicadores são relevantes e encorajadores.

Está nas mãos de todos, instituições governamentais e empresas, lançar hoje as bases para proporcionar o futuro que todos aqueles que vivem neste continente maravilhoso merecem. África encerra em si um conjunto vasto de oportunidades que importa potenciar a curto e médio prazo. Além das melhorias mais prementes ao nível de infraestrutura para responder às necessidades básicas das populações, importa ter capacidade de perspectivar um pouco mais além. A economia digital é a digitalização dos serviços é crucial para que o continente tenha uma palavra a dizer a nível global.

Permitam-me partilhar um pouco da minha experiência pessoal, enquanto empresário e co-líder de um grupo angolano presente no mercado há mais de 20 anos e com um projeto de internacionalização em África, das potencialidades que a tecnologia e a inovação podem trazer ao desenvolvimento económico e social. É com orgulho e sensação de dever cumprido que podemos ver hoje a funcionar sistemas tecnológicos essenciais ao nível da identificação civil, da segurança social e da saúde, que tornam possível um atendimento mais rápido e estruturado aos cidadãos e aos agentes económicos.

São soluções que têm tido impacto directo nas comunidades que, ao participarem de forma empenhada nestas soluções, não só garantem os seus direitos atuais e futuros como dão um contributo colectivo para o desenvolvimento de todo o país. Com certeza que continuam a existir áreas a focar e melhorias a fazer, mas Angola é hoje uma referência para outros países africanos em projectos tão significativos como o Bilhete de Identidade ou na gestão de pensões e reformas.

É essa experiência adquirida no mercado angolano que queremos agora levar a outros países do continente, cumprindo um outro desígnio das empresas angolanas: a internacionalização.

Trata-se, também, de uma oportunidade para a economia angolana pois a aposta em mercados externos mostra a capacidade do país em desenvolver soluções e projectos que se adaptam a outras realidades do continente. A afirmação das empresas angolanas no exterior será ainda um excelente cartão de visita de um país que é hoje uma das maiores potências da África subsariana e tem muito para partilhar em matéria de gestão, conhecimento, experiência e sofisticação empresarial.

Gerson Nascimento é sócio-diretor do grupo DGM.

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